FUGESP
Revista de Gastroenterologia da Fugesp - SINTOMATOLOGIA DA DOENÇA PEPTICO-ULCEROSA
Jan/Fev-2000

ENDOSCOPIA EM AÇÃO

Dr. Shinichi Ishioka
Chefe do Serviço de Endoscopia
do Hospital das Clínicas da FMUSP

A constatação de que o número de pessoas com carcinoma gástrico vem diminuindo a cada ano é uma realidade em nosso meio nesta última década. Este fato é verificado no dia a dia daqueles que se dedicam ao método endoscópico, porém ainda carece e comprovação estatística e epidemiológica.

Apesar de se tratar de uma verificação empírica, não deixa de ter sua importância e tornar-se motivo de alívio para os que enfrentam esta afecção grave. Por outro lado, é justamente neste clima de certa descontração que se deve alertar os endoscopistas para que não se descuidem e se esqueçam ou deixem de detectar o câncer gástrico na sua forma avançada e sobretudo incipiente.

Como a doença, somente é curável quando tratada na sua fase precoce e o exame endoscópico ainda é o único método de diagnóstico em nossa prática, continua sendo responsabilidade exclusiva do endoscopista.

Neste sentido é válido lembrar-se de que o diagnóstico precoce é fundamental e é preciso estar atento aos aspectos característicos das lesões elevadas ou deprimidas da classificação da escola japonesa, levando em conta as formas peculiares da lesão precoce.

 
Esquema de aspecto endoscópico de lesão ulcerada maligna (câncer)
1- pregas em fusão e de interrupção abrupta
2- prega em ponta de "lápis"
3- prega em baqueta de tambor
4- prega em "lápis"
5- idem
6- idem
7 e 8- pregas em fusão
9- pregas esmaecidas
A área central pontilhada é o local de apreensão das biópsias

 

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